O pré-aviso de greve do sindicato dos estivadores, em protesto contra as alegadas “práticas anti-sindicais”, leva a associação dos agentes de navegação a responder no mesmo tom e a acusar o sindicato de “práticas anti-portos”.

Em comunicado, a AGEPOR diz que “a Direcção do Sindicato dos Estivadores de Lisboa de vive  das greves, para as greves e com as greves”. “O sindicato alega como razão para mais uma greve (…) práticas anti-sindicais nos portos. O que nós assistimos é a uma prática anti-portos”.

“Desde 2012 que o sindicato conseguiu asfixiar Lisboa. Agora está empenhado em tentar asfixiar outros portos”, acusam os agentes de navegação, depois de questionarem se “estas greves não violam o acordo de paz social em Lisboa que tão publicitado foi aquando da sua assinatura?”.

Para a AGEPOR, o anúncio do sindicato representa “a política do passado para o declínio do futuro”. Pelo que, “não pode deixar de condenar estas constantes e recorrentes tentativas de prejudicar a imagem dos portos portugueses e a economia nacional”, conlui.

O SEAL (sindicato dos estivadores e da actividade logística) convocou uma greve nacional de 24 horas, entre as 8 horas de 10 de Julho e as 8 horas de 11 de Julho, às horas ímpares, em protesto contra alegadas práticas anti-sindicais, em particular nos portos de Leixões, Sines e Caniçal.

 

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