Há quase uma semana que os terminais de contentores e ro-ro do porto de Setúbal estão parados por uma greve não declarada dos estivadores. A AGEPOR denuncia a situação e pede a intervenção das autoridades.

Greve de estivadores pára terminais de contentores e ro-ro em Setúbal

Em comunicado hoje emitido, a associação dos agentes de navegação critica o facto de o trabalho nos terminais de Setúbal estar parado desde a passada terça-feira, “sem que nenhuma greve [dos estivadores] ao trabalho em horário normal esteja legitimamente decretada e em vigor”.

A AGEPOR critica a propósito a actuação do SEAL e faz eco de denúncias de alegadas irregularidades praticadas pelo sindicato dos estivadores, que pede sejam investigadas por quem de direito.

O comunicado refere, nomeadamente, o “boicote” à assinatura de contratos de trabalho permanentes em Setúbal, a pressão para que outros contratos sejam “rasgados”, a coacção sobre trabalhadores e suas famílias, o recurso à baixa médica para compensar a perda de rendimentos com as greves, etc…

“A AGEPOR gostaria de saber se o que nos dizem é verdade. E apela ao Ministério Público que investigue se há coacções. Apela ao Ministério do Trabalho e Segurança Social que investigue se a paragem do trabalho sem greve é legítima, que investigue se as baixas são legítimas. Apela à ACT que investigue se houve eventuais pedidos de que contratos sejam rasgados. Apela às Forças da Ordem que possam ajudar aqueles que legitimamente querem trabalhar a poderem fazê-lo. Apela ao Ministério do Mar, que pugna por um sector dinâmico a operar no respeito
pela legalidade possa interceder junto das outras entidades públicas para que a verdade venha ao de cima”, sintetiza o texto difundido.

“Queremos saber mais sobre o que nos dizem… e o País também deveria querer…”, rematam os agentes de navegação.

 

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