“Estivadores de Lisboa, estivadores de Setúbal: deixem de ser carne para canhão para interesses que mão são os vossos”, exorta a AGEPOR, em comunicado.

AGEPOR denuncia interesses do SEAL

Na sequência do fracasso das  negociações para o retomar da laboração do porto de Setúbal, os agentes de navegação voltam a acusar o SEAL de “usar e abusar dos trabalhadores de Lisboa e de Setúbal numa estratégia de poder e guerra contra outros sindicatos”.

A associação dos agentes de navegação denuncia o que diz ser o “desejo de protagonismo e poder” do presidente do SEAL e “o interesse da Direcção do SEAL” como justificativos para a falta de acordo em Setúbal.

A AGEPOR lembra que já em Lisboa o sindicato dos estivadores convocou uma greve “na semana depois de ter fechado um novo acordo com as empresas”. “Esse acordo era bom para os trabalhadores de Lisboa incluindo novas condições salariais. Resultado, acordo cancelado, trabalhadores sem aumento, de novo em greve, i.e., a receberem menos ordenado, a A-ETPL em risco de falir, etc…”.

“O declínio do porto de Lisboa é uma evidência” e “parece que Setúbal lhe pode seguir as pisadas. O que têm em comum? O SEAL!”, reforça a associação.

Daí o apelo para que os estivadores “deixem de ser carne para canhão” para os alegados interesses do sindicato e dos seus dirigentes.

“O SEAL continua na sua política do passado para o declínio do futuro. Os outros sindicatos percebem que a defesa dos interesses dos trabalhadores não se faz só para hoje, faz-se a olhar também para o futuro. E o futuro só existe com navios, com cargas… aquelas que o SEAL consegue afastar”, remata a associação liderada por Rui d’Orey.

 

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