“Depois de várias tentativas”, a associação dos agentes de navegação reclama que o Governo “nomeie de imediato as administrações portuárias e operacionalize de vez” o instituto que substituirá o IPTM.

Em comunicado, a Agepor sustenta que as administrações portuárias são “essenciais para a procura de soluções que dêem resposta a várias questões que afectam os portos, nomeadamente a minimização e resolução dos conflitos e das greves que têm perturbado grandemente o sector”.

Os agentes de navegação lembram, a propósito, que as actuais administrações portuárias “terminaram o respectivo mandato há mais de um ano”. Leixões está há meses sem presidente, na sequência da saída de Matos Fernandes, e em Lisboa Natércia Cabral há muito pediu a demissão.

A nomeação dos novos administradores foi desvalorizada pelo secretário de Estado dos Transportes quando havia dúvidas sobre a manutenção das cinco administrações portuárias. Na altura, Sérgio Monteiro defendeu que mais importante que os nomes era o modelo de organização. Entretanto, o Executivo apresentou a estratégia “5+1”, que não mexe nas administrações portuárias, mas o impasse mantém-se.

No comunicado hoje emitido, a Agepor reafirma ainda a sua “enorme indignação” pelas greves nos portos, agravadas agora “com greves na CP Carga que afectam, e muito, a operacionalidade das ligações das cargas aos portos”.

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