“Face à onda e tipologia das greves que têm assolado o País” a AGEPOR defende a revisão da Lei da Greve “conferindo-lhe proporcionalidade”.

Com conflitos laborais em curso em latentes nos portos de Sines, Setúbal e Lisboa e noutros sectores de actividade, a associação dos agentes de navegação “entende que é tempo de rever a Lei da Greve” para “evitar que certos trabalhadores, abusando da sua posição dominante, (…) tomem de si refém o País, para dessa forma extorquirem condições e vantagens”.

A proposta surge em mais um comunicado emitido a propósito da instabilidade laboral nos portos, com a “novidade” da greve promovida pelo Sindicato XXI em Sines. “Logo neste porto, que até agora se tinha caracterizado (…) por um clima de paz e progresso, alicerçado na cooperação exemplar de todos os parceiros”, destaca a AGEPOR.

Note-se que em Sines, caso único no País, o sindicato integra a Comunidade Portuária.

Agora, os agentes de navegação dizem que a greve em curso é “um mau sinal e um mau presságio. É a melhor forma de ceder terreno a Valência, Algeciras e Tânger”.

Mas não só Sines preocupa. Em Setúbal, a AGEPOR diz-se preocupada com o arrastar das negociações e com a perspectiva de aumento de custos, “consequência directa dos aumentos salariais” que estarão a ser negociados.

E há ainda Lisboa. Para onde os agentes de navegação não antecipam “melhores dias”. Não com um sindicato “que vive para a greve”, acusam. “Não há perspectiva de dias melhores com o SEAL, ou pelo menos com este SEAL”, reforçam.

A AGEPOR realça, em jeito de contraponto, que “os portos que mais crescem (…) em Portugal e no mundo (…) são aqueles onde a paz social e a estabilidade têm sido o padrão”.

Pelo meio, a associação dos agentes de navegação relembra a necessidade de concretizar os investimentos previstos para os portos nacionais na “Estratégia” aprovada pelo actual Governo.

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