Sines, o maior porto nacional, tem finalmente constituída a sua comunidade portuária. Fica a faltar Viana do Castelo, que ainda não formalizou a intenção anunciada em Janeiro e arrisca perder o presidente indigitado.

Perto de duas dezenas de empresas e associações acabam de constituir a Comunidade Portuária de Sines. De fora, mas com um protocolo de colaboração já firmado, fica a administração portuária. Um caso único no panorama nacional.

Os membros fundadores representam, como não poderia deixar de ser, os principais utilizadores e clientes do porto alentejano: carregadores, armadores e agentes de navegação, concessionários e operadores portuários, transportadores e despachantes oficiais.

Para o primeiro mandato, a Agepor foi a escolhida para a presidência da Direcção, enquanto a Sigas assume a presidência da Assembleia Geral e a Tracogás lidera o Conselho Fiscal.

Apesar de só agora ter sido formalmente constituída, a verdade é que o porto de Sines há muito funciona com um espírito de comunidade portuária, como várias vezes o tu em Jem sublinhado a presidente da administração portuária, Lídia Sequeira, a propósito dos vários projectos que ali têm sido implementados.

Com a adesão do maior porto nacional ao “clube” parecem estar finalmente reunidas todas as condições para as comunidades portuárias nacionais instituírem um diálogo permanente entre si e com as tutelas, como há muito é defendido pelos dirigentes das comunidades mais antigas, casos de Leixões e Lisboa.

Viana do Castelo iniciou em Janeiro o processo para a constituição da comunidade portuária, mas até ao momento ainda não foi formalizada. Daniel Bessa é desde a primeira hora o escolhido para presidir à nova estrutura, mas isso poderá não acontecer caso se confirmem os rumores que o dão como próximo ministro da Economia.

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