Conseguido o acordo sobre o novo CCT do trabalho portuário em Lisboa, que saúdam, os agentes de navegação querem agora a rápida definição de uma estratégia para os portos de Lisboa/Setúbal e alertam para a necessidade de captar investimento.

Porto de Setúbal

Em comunicado emitido a propósito da assinatura do CCT do porto da capital, a Agepor apela à conjugação de esforços para o passo seguinte: a “urgente definição de uma estratégia de ordenamento portuário para a região Lisboa /Setúbal”. Para dar confiança ao mercado, sublinha, é preciso “dar a conhecer o potencial da oferta de amanha – que terminais, que horizontes, que projectos”. A Agepor diz-se disponível, interessada e, mais, diz querer participar “activamente” nessa “definição do desenho futuro dos portos de Lisboa e Setúbal”.

Recorde-se, a propósito, que a administração comum dos portos de Lisboa e Setúbal, liderada por Lídia Sequeira, foi incumbida pela tutela de delinear um plano estratégico para os dois portos, e que o acordo firmado a 27 de Maio, entre operadores portuários e sindicato dos estivadores, previa a próxima realização de acções de promoção do porto da capital junto do mercado.

Recorde-se ainda que os planos do anterior Governo para Lisboa previam a desactivação de praticamente todos os terminais de mercadorias na margem Norte do Tejo e a sua “transferência”, ou para a margem Sul, nomeadamente com a construção de um novo terminal de contentores, ou para Setúbal.

Oportunidades no transhipment

“Complementarmente”, a associação dos agentes de navegação chama a atenção, no comunicado emitido, para a existência de “oportunidades no mercado de transhipment para a construção de novos terminais”. E lembra os casos recentes de Tanger-Med  e Algeciras, para onde se anunciam novos terminais.

“Portugal tem condições para se posicionar e ser escolhido para estes projectos. O País precisa de investimento, beneficiaria de mais conectividade, e esta é sem dúvida uma oportunidade que não deve ser descurada”, reforça a Agepor.

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