Porque “mais vale tarde que nunca”, a AGEPOR saúda os investimentos no aumento da competitividade dos portos nacionais, mas diz-se preocupada com Leixões.

AGEPOR defende prolongamento do molhe de Leixões

Em comunicado, a AGEPOR, em nome dos agentes de navegação, saúda o acordo de renegociação da concessão do terminal de contentores da Liscont, em Lisboa, ontem firmado. Pelo investimento de 122 milhões de euros da Yilport. E também porque é um “sinal de que o porto de Lisboa, e mais concretamente a Liscont, quer continuar no mapa e quer responder afirmativamente, e de forma sustentada, ao crescimento das trocas comerciais na região e competir com os outros portos nacionais”. Assim a paz social dê uma ajuda, o que não estará ainda assegurado, ressalva.

Na mesma linha, os agentes de navegação louvam “o esforço que tem vindo a ser feito pela APSS para conseguir concretizar a melhoria das acessibilidades marítimas” no porto de Setúbal. Porque “melhores fundos marítimos aumentam os níveis de segurança da navegação e reforçam a competitividade económica e a qualidade ambiental” do porto sadino.

“Viana do Castelo, Aveiro e Figueira da Foz vão fazendo o seu caminho”, acrescenta a AGEPOR.

E para Sines “esperamos ouvir brevemente um anúncio igual ao que agora é feito a concretizar a expansão de capacidade do Terminal XXI em Sines”. Mesmo se “por aqueles lados a paz social já teve melhores dias”.

O foco de preocupação dos agentes de navegação é, desta feita, Leixões. Por causa do “movimento que tem vindo a ser alimentado contra o prolongamento do molhe de protecção do porto”

Para a AGEPOR, trata-se de “uma obra essencial para a manutenção da competitividade e perspectivas de futuro daquele porto, que é vital para a economia nacional e para a região”. E, por isso, a associação lembra que “as ‘forças do Norte’ sempre souberam onde estavam os seus interesses e sempre souberam defendê-los” e como que estranha que “desta vez, a orquestra parece estar desafinada…”.

 

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