A francesa Aigle Azur, em processo de falência desde o passado dia 2, recebeu 14 manifestações de interesse, mas nenhuma prevê a compra da totalidade do grupo.

Segundo a Airlge Azur, as propostas apresentadas visam “essencialmente” a compra de “activos isolados”, embora haja também “projectos de compra mais globais”.

Em qualquer caso, nenhuma das 14 propostas avançadas pode ser ainda aceite, pois os proponentes têm que apresentar os projectos de negócio e o seu financiamento, esclarece a transportadora aérea em comunicado, lembrando que o administrador judicial vai procurar que se concretizem para que seja possível a venda da
empresa.

A Air France confirmou que formalizou uma oferta, mas sem especificar.

Segundo a imprensa, há também uma manifestação de interesse de Gérard Houa, um dos actuais accionistas da Aigle Azur (com 20% do capital), do grupo Dubreuil, casa-mãe das companhias Air Caraïbes e French Bee, e outra do fundador da Airlinair e antigo dirigente da Air France Lionel Guérin.

Outras manifestações de interesse, que não se traduziram em propostas firmes, chegaram da britânica Esasyjet ou da espanhola Vueling, que em Agosto, a poucos dias da suspensão dos pagamentos, tentou comprar uma parte do negócio.

No sábado, a Aigle Azur cancelou todos os voos devido a problemas financeiro.

Em Portugal, A transportadora francesa voava para os aeroportos de Faro, Funchal e Porto.

A Aigle Azur emprega 1 150 pessoas e voa em França e na Argélia e para destinos como Portugal, Mali, Brasil, China, e Rússia, entre outros.

Um dos principais activos da Aigle Azur são os slots que detém no aeroporto de Orly, em Paris.

O maior accionista da empresa é a chinesa HNA, que também já foi detentora de uma participação na TAP, com uma posição de 49% do capital.

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