A Air France Cargo está a implementar uma política de preços “extremamente agressiva” numa tentativa de inverter a tendência de perdas operacionais registada ao longo dos últimos anos.

Air France Cargo

Em declarações ao “WK-Transport-Logistique.fr”, o vice-presidente da companhia francesa, Alain Malka, justitificou a medida com o facto de a empresa ter perdido, de 2012 a 2014, uma média anual de 2,5% da receita por tonelada-quilómetro oferecida (ATK), queda esta que “afundou” para os 10% nos primeiros cinco meses de 2015.

“Este é [um valor] enorme e claramente insustentável, pelo que desde meados de Maio respondemos através da adaptação da nossa política comercial e dando indicações às nossas equipas comerciais para aumentarem os coeficientes de ocupação e volumes através de definições de preços muito agressivas”, indicou Alain Malka.

Questionado sobre as implicações de tal estratégia nas receitas operacionais, aquele responsável retorquiu apenas: “Quando já não se tem tráfego, não faz sentido apostar na optimização das receitas. É nessa situação que estamos”.

A procura da Air France Cargo pelo equilíbrio financeira também se tem reflectido na frota, com o último Boeing 747-400F a cessar “funções” em Abril. “Estamos agora no ponto mais baixo da frota, conservando os dois Boeing 777 cargueiros que são rentáveis”, referiu o vice-presidente da Air France Cargo.

Alain Malka explicou que a companhia francesa vai continuar a sua aposta no transporte de carga nos porões dos aviões de passageiros. “O espaço nos porões vai continuar a crescer – em resultado dos aparelhos de passageiros que vão juntar-se à frota da Air France – e representam agora 90% da nossa capacidade, contra 10% dos aviões de carga”, indicou.

 

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