Foi em 2006 que a Air France voou pela última vez para o Porto. Regressa quinta-feira. A KLM cessou as operações no “Francisco Sá Carneiro” ainda há mais tempo, em 2000, e estará de volta em Maio. Para a AF-KLM Cargo, a aposta centra-se nos envios expresso, adianta ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS Amílcar Horta, director comercial.

AF-KLM

De uma assentada, o aeroporto do Porto (re)ganha duas companhias de bandeira para o seu cada vez mais vasto portfolio de clientes. Já a partir da quinta-feira, a Air France voltará a operar entre o Porto e Paris/Charles de Gaulle. Para 15 de Maio anuncia-se o regresso da KLM.

Os voos da Air France acontecerão, no imediato, “às terças, quintas e sábados, e entre 17 de Julho e 30 de Agosto haverá também ligações às segundas, quartas e sextas-feiras”. No caso da KLM, a companhia holandesa operará “diariamente” entre a Invicta e Amesterdão.

No imediato, a oferta é valida para o horário de Verão, “mas se tivermos sucesso poderá continuar”, admite o responsável.

Carga expresso na mira

Para o negócio da carga, a oferta de capacidade é muito limitada. A Air France operará “um Airbus a320, o que nos dá uma capacidade de 1 500 quilos, ou 10m3)”, enquanto a KLM disporá de um Boeing B737-300, “onde não teremos mais de 200kg, ou 2m3”, reconhece Amílcar Horta.

Ainda assim, será, muito provavelmente, uma lufada de fresco para uma operação que, actualmente, assenta exclusivamente no transporte por camião. “Actualmente, fazemos dois camiões Air France por semana, às quartas e sextas-feiras, entre o Porto e Paris, e três camiões KLM para Amesterdão, às terças, quintas e sextas-feiras”.

Esta oferta manter-se-á, por motivos óbvios.

Quanto à oferta de capacidade nos aviões, “o mercado está atento e há perspectivas de o produto ser usado para carga expresso”, de menores volumes e mais sensivel ao factor tempo.

Recorde-se que durante muito tempo a Air France teve um cargueiro semanal no Porto, numa operação alavancada pelo negócio da Zara/Inditex, mas agora “o cargueiro só vem em situação spot, nomeadamente quando temos embarque de cavalos para o México”.

Mais carga e menos receita

Mesmo sem aviões no Porto (voa para Lisboa), no ano passado a AF-KLM Cargo movimentou “cerca de 3 700 toneladas” e realizou um volume de negócios de “sete milhões de euros”. Valores que comparam com as “3 400 toneladas” e os “7,5 milhões de euros” de 2015.

Ou seja, “transportámos mais carga por menos euros”, sintetiza Amílcar Horta, que justifica a evolução sobretudo pelo “destination mix (transportando cargas para destinos que pagam menos)” e pela “concorrência, ambos acontribuirem para o esmagamento do yield“.

 

 

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