A Air France-KLM e a Lufthansa exigem à Comissão Europeia medidas contra o que consideram ser práticas de concorrência desleal das companhias do Golfo Pérsico. O objectivo das duas companhias de bandeira europeias é influenciar a nova legislação que Bruxelas está a preparar.

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Os CEO das duas companhias escreveram, esta semana, à comissária europeia dos Transportes, Violeta Bulc, a solicitar à Comissão para definir quais práticas podem ser consideradas anti-concorrenciais e fixar a limitação de direitos de voo como sanção.

“Não tomar medidas denotaria pouca visão: as vantagens de curto prazo para os consumidores europeus sob a forma de tarifas mais baixas durariam apenas até as companhias europeias estarem fora de mercado”, refere a missiva.

As grandes companhias europeias sentiram a entrada no mercado, ao longo da última década, e o rápido crescimento de companhias oriundas do Golfo Pérsico – como a Emirates, a Qatar Airways e Etihad –, que desviaram os tráfegos para a Ásia.

As companhias europeias acusam as concorrentes do Golfo de receberem auxílios estatais ilegais (não obstante estas o negarem) e pedem à União Europeia para fazerem mais para evitarem esse cenário. A Lufthansa tem um acordo de cooperação com a Etihad, mas o CEO da companhia alemã, Carsten Spohr, garante ter rejeitado subsídios.

A carta das companhias refere que Lufthansa, Air France, KLM, Brussels Airlines, Swiss e Austrian Airlines foram forçadas a terminar um conjunto de 30 ligações para Médio Oriente, Ásia e Índia nos últimos anos.

A Comissão Europeia está a trabalhar em legislação para impor deveres a companhias não-comunitárias ou suspender os direitos de voo se se comprovar que houve subsídios ilegais ou práticas discriminatórias.

 

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