O negócio da carga da Air France-KLM reduziu em 20% o prejuízo no primeiro trimestre de 2016 face ao mesmo período do ano passado.

AF-KLM Cargo

Apesar de o volume de negócios ter caído 15,4%, para 529 milhões de euros, as perdas estabilizaram nos 50 milhões de euros ( contra -63 milhões no período homólogo de 2015). A justificação para o ligeiro desanuviar das contas é o esforço de reestruturação da área de mercadorias do grupo franco-holandês.

A receita unitária da tonelada-quilómetro voada continuou a cair, tendo descido 9,1% para 0,143 euros. Esta queda resulta, segundo o comunicado da companhia, “da fraqueza do comércio mundial” e da “sobrecapacidade estrutural do transporte aéreo de mercadorias”.

No âmbito do plano de reestruturação em curso, a Air France-KLM Cargo reduziu os recursos humanos em 9,3% e a oferta de capacidade de carga em 32% face ao primeiro trimestre de 2015. A companhia retirou um avião cargueiro MD11, ficando com oito aeronaves em operação, mas com a intenção de reduzir para cinco até ao fim do ano.

Ainda assim, a redução da oferta de carga (-8,1%) foi inferior à da erosão do tráfego (-10,1%, para 2 034 milhões de toneladas-quilómetro transportadas). Esse facto fez com que a taxa de ocupação caísse 1,3 pontos percentuais nos primeiros três meses do ano, para 59,2%.

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