O mercado mundial de carga aérea deverá mais do que duplicar nos próximos 20 anos, prevê a Airbus. A frota de cargueiros deverá crescer 50%.

Airbus cargueiro

De acordo com a mais recente revisão do “Global Market Forecast” do construtor europeu, agora para o período 2017-2026, o mundo precisará de 1 957 aviões cargueiros para renovar a e ampliar a actual frota de 1 610 aparelhos e assim corresponder ao aumento esperado da procura.

No final de 2016, prevê a Airbus, dos 1 610 cargueiros actualmente em operação apenas subsistirão 453. A frota será então de 2 410 aviões, com a entrada de 733 novos e 1 224 convertidos.

Dos novos aviões cargueiros, 390 serão de média capacidade (30 a 80 toneladas) e 343 de grande capacidade (mais de 80 toneladas).

A América do Norte, que já hoje detém a maior frota de aviões cargueiros, manterá essa posição em 2027, aborvendo 787 dos 1 957 novos aviões previstos. Seguir-se-á a Ásia-Pacífico, com 671 aparelhos, e a Europa (sem CIS), a grande distância, com 215. O Médio Oriente apenas precisará de 92 novos aviões.

A Airbus sublinha que no futuro cada vez mais carga aérea viajará nos porões dos aviões de passageiros, pelo que os números dos cargueiros não representam toda a evolução prevista para o negócio da carga aérea.

No que respeita aos aviões de passageiros, a Airbus estima que entrarão em operação 34 166 aparelhos nos próximos anos, o que atirará a frota mundial dos actuais 18 890 para 40 120 aviões. E aqui a Ásia-Pacífico domina, com mais de 14 mil encomendas esperadas (6 800 na Europa e 5 600 na América do Norte). A propósito: o mercado doméstico da R.P. China deverá tornar-se o maior do mundo.

 

 

 

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