A Alemanha apresentou, em vésperas da Cimeira da Acção Climática da ONU, um ambicioso plano climático. Berlim pretende reduzir as emissões em 55% até 2030, na comparação com 1990.

O transporte rodoviário de mercadorias é especialmente visado pelo plano do governo. Destaque para a intenção de aumentar as portagens para camiões nas auto-estradas.

O plano prevê, além disso, a introdução de certificados de emissão de CO2 para transporte. Em termos concretos, uma taxa CO2 de 10 euros por tonelada – integrada no preço da venda de combustível – será introduzida em 2021 para gasolina, diesel, óleo combustível e gás. Isso significa 0,03 euros a mais por litro de combustível. Essa taxa deverá subir para 35 euros por tonelada de CO2 em 2025 (cerca de 0,10 euros por litro) e para 35 a 60 euros a partir de 2026.

A reacção do sector às intenções não foi demasiado negativa, na medida em que Berlim chegou a colocar a hipótese de lançar um imposto sobre o carbono.

“Teria consequências negativas a longo prazo sobre a competitividade da economia alemã, sem garantir um impacto real no volume de emissões”, afirmou Martin Bosselmann, presidente da federação de encomendas e logística expresso BIEK.

O mesmo responsável lamentpu, porém, que a Alemanha tenha optado por uma solução nacional com os certificados de emissão, dado que a federação defendia o estabelecimento de um sistema europeu de tributação do carbono.

Por outro lado, o Instituto de Investigação sobre o Impacto Climático de Potsdam considerou muito baixo o valor do imposto sobre combustíveis.

“Dez euros por tonelada não atingirão as metas estabelecidas para 2030, disse o director do Instituto, Ottmar Edenhofer. “Para alcançar um efeito sobre as emissões, teria de começar em 50 euros por tonelada, atingindo 130 euros em 2030”, acrescentou.

 

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