Em Maio, por duas vezes, o Alfa Pendular da CP bateu o recorde diário de passageiros transportados. Um sucesso que torna ainda mais difícil gerir a oferta de capacidade e a grande manutenção dos “pendolinos”.

Alfa Pendular Braga - Porto

Primeiro foi a 6 de Maio. A CP contabilizou então 7 557 passageiros no Alfa Pendular, superando o anterior máximo, de 7 539 passageiros, que datava de 25 de Setembro do ano passado. Poucos dias volvidos, a 20 de Maio, o recorde foi pulverizado, com a barreira dos 8 000 passageiros a ser transposta: foram 8 080 passageiros em 24 composições (22 normais e dois desdobramentos, resultado precisamente da forte procura).

Entre 2013 e 2015, o número de passageiros no Alfa Pendular cresceu cerca de 22%, para os dois milhões/ano, e a tendência mantém-se em 2016. Apesar da crescente concorrência das companhias aéreas no eixo Lisboa-Porto, primeiro pela Ryanair e mais recentemente pela “ponte aérea” da TAP.

A ajudar aos números estará, seguramente, a agressiva política comercial da CP, nomeadamente com a prática de descontos de entre 40% e 65% para as compras antecipadas.

Igualmente haverá que considerar o alargamento geográfico do serviço Alfa, de que é exemplo a extensão da oferta até Guimarães, a Norte, precisamente em Maio.

Os recordes sucessivos de utilização do Alfa Pendular tornam ainda mais delicada a operação de rejuvenescimento da frota dos “pendolinos”, na qual a CP se propõe investir 18 milhões de euros a longo de três anos.

Três meses é o tempo necessário para fazer a grande intervenção de “meia vida” em cada uma das composições. A CP dispõe de uma frota de apenas dez pendulares. Que ficarão reduzidos a nove, sem contar com as imobilizações do dia-a-dia para manutenção e prevenção.

O aluguer de material circulante a Espanha é uma possibilidade em aberto mas sobre a qual não haverá ainda decisões.

 

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  1. ANTONIO CARLOS PIRES VIANA

    palavras para quê? se não fossemos um País de «brandos costumes» os responsáveis pelo criminoso abandono da ferrovia que assistimos nestes últimos anos (esta questão não tem a ver somente com o governo PASSOS/PORTAS) estariam a ser julgados e condenados pelas opções tomadas, mas percebe-se que houve intenção deliberada de ajudar os amigos da camionagem, leia-se serviços expresso em autocarro. Esta gente deve ser a mesma, que à quarenta anos recomendava o encerramento de SINES, por ser inviável e afirmando categoricamente que SINES «vai ser mais um ELEFANTE BRANCO» VÊ-SE NÃO É VERDADE? continua a ser preciso avisar a malta