A Alitalia, que está a negociar uma possível venda em Itália para evitar a bancarrota, pediu esta segunda-feira a protecção de credores junto de um tribunal de Nova Iorque, nos EUA, para evitar o fim imediato das operações no JFK.
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Na nota, a Alitalia indica que pretende manter a actividade e continuar a fazer os pagamentos, mas tem necessidade de protecção para garantir a estabilidade de suas operações.

Especificamente, a companhia explica que foi notificada pelo operador do Terminal 1 do aeroporto JFK, em Nova Iorque, de que rescindiria o contrato se não recebesse os pagamentos em falta. Esse cenário iria, de acordo com a companhia aérea, forçá-la a deixar de operar voos diários para Nova Iorque, reduzindo a “receita de forma substancial”.

A empresa indica, além disso, que também corre o perigo de perder o acesso à internet e telefone a partir de 20 de Junho.

Segundo a Alitalia, as operações nos EUA representam cerca de 30% do seu volume de negócios total e apenas os seus voos com origem ou destino de JFK significam cerca de 15%.

Recorde-se que, em Abril, os trabalhadores da Alitalia rejeitaram um pré-acordo alcançado entre administração e sindicatos para sanear as contas da companhia aérea, que não obtém lucros desde 2002.

Em Maio, o Estado italiano emprestou 600 milhões de euros à Alitalia para garantir que a companhia continua a operar enquanto se procura uma solução. O governo de Roma já disse, porém, que não aceitará recapitalizar a companhia. Seis meses é o prazo do empréstimo.

Na semana passada, os administradores da insolvência da Alitalia anunciaram a recepção de 32 manifestações de interesse por parte de potenciais compradores para salvarem a companhia aérea italiana da falência. A decisão final deverá anunciada apenas no último trimestre do ano.

 

 

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