De reestruturação em reestruturação mas sempre à beira do abismo, a Alitalia aposta agora num novo plano de negócios para reduzir as despesas e aumentar as receitas.

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O novo plano é para vigorar até 2021 mas já em 2019 os custos operacionais deverão cair mil milhões de euros e os proveitos crescer 30%, de 2,9 mil milhões para 3,7 mil milhões de euros.

Para tal, a administração da companhia propõe, entre outras coisas, dispensar mais de 2 000 dos cerca de 12 000 trabalhadores da empresa. A resposta dos sindicatos não se fez tardar e as greves já obrigaram ao cancelamento de boa parte dos voos.

A redução dos custos e o aumento da produtividade passará também pela redução da frota em 20 aviões e o aumento da utilização dos restantes, sobretudo em voos de curto e médio curso. Aí, a Alitalia quer concorrer com as low cost (que controlam já mais de 40% do mercado italiano), seguindo os seus procedimentos nomeadamente no que respeita à utilização intensiva das tecnologias ou na comercialização de serviços a bordo.

No que respeita aos voos de longo curso, a aposta será aumentar as frequências para alguns destinos e acrescentar outros nas Américas.

A gestão da Alitalia está nas mãos da Eithad há cerca de três anos, quando a companhia do Golfo se tornou accionista de referência da operadora transalpina.

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