O governo italiano propõe-se renacionalizar a Alitalia, no âmbito das medidas de excepção para combater os efeitos da Covid-19 na economia.

O Executivo de Roma aprovou esta semana um programa de ajudas à economia de até 25 mil milhões de euros. Cerca de 600 milhões estão destinados ao sector aéreo, incluindo-se aí a renacionalização da Alitalia.

Em comunicado, o governo italiano diz que se “prevê a constituição de uma nova empresa totalmente controlada pelo ministério da Economia e das Finanças, ou controlada por uma empresa com participação pública maioritária, inclusive indirecta”, que passará a controlar a Alitalia e a sua filial Alitalia CityLiner.

A companhia aérea italiana tem as suas operações suspensas em resultado da crise de Covid-19 que está a castigar particularmente o país.

A Alitalia está em concurso de credores desde 2017, mas desde 2002 que não regista lucros. Pelo contrário, a cada ano perde em média quase 300 milhões de euros. Nos últimos meses, a Ferrovie dello Stato (FS) intentou liderar um consórcio para salvar a companhia, mas sem sucesso.

Apesar das perdas, o governo de Roma mantém que a Alitalia é estratégica para o país, uma convicção reforçada agora com a crise de Covid-19.

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