A Alitalia deverá apresentar esta semana um novo plano de reestruturação, que passará por cortes no pessoal (de 12 mil para oito mil colaboradores) e na oferta, e, possivelmente, pela entrada da Lufthansa.

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A Etihad, que já investiu 900 milhões de euros desde que, em 2014, comprou 49% do capital da companhia italiana, queria aumentar o investimento, mas os sócios italianos que detêm os restantes 51% do capital – com realce para os bancos Unicredit (11%) e Intesa Sanpaolo (20,5%) – forçaram um caminho diferente.

De resto, o CEO da companhia, James Hogan, será uma das cabeças a “rolar”, por ter falhado o objectivo, definido aquando da entrada da Etihad, de sanear as contas da Alitalia em pouco tempo. Hogan abandonará o cargo em meados deste ano.

A Etihad estará, agora, em negociações com a Lufthansa para que a companhia alemã entre no capital da Alitalia por ser europeia (o limite da companhia do Médio Oriente é dos 49% que já detém na companhia italiana). De acordo com o “El País”, o novo plano de salvação da Alitalia prevê o abandono dos voos de longo curso e passar a concorrer com as companhias low cost.

Outrora uma companhia símbolo da pujança económica italiana, a Alitalia passou por várias reestruturações. De 1998 a 2008, acumulou perdas superiores a 4 000 milhões de euros. Este dinheiro não foi aplicado na modernização da companhia, mas antes no pagamento de salários dos então 20 mil trabalhadores.

Este processo culminou, em 2008, com a falência. Voltaria a voar a 13 de Janeiro de 2009, como uma companhia 100% privada, graças à criação de uma Alitalia “má”, que custou 3 000 milhões de euros aos contribuintes italianos.

Não obstante essa limpeza de activos tóxicos, a transportadora continuou sem superar a crise, ao contrário de outras companhias de bandeira europeias.

À beira de nova falência, a Alitalia foi salva pela entrada no capital da Etihad, que comprou os já referidos 49% do capital. Os resultados não estão, para já, a ser animadores.

 

 

 

 

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