A decisão do Reino Unido de sair da União Europeia terá pouco impacto no sector do transporte marítimo de contentores, de acordo com a Alphaliner. A consultora justifica com a reduzida quota de mercado do país no shipping mundial.

DP World Southampton

O Reino Unido é responsável por apenas 1,4% da movimentação mundial de contentores. A sua quota tem vindo a cair, já que se situava em 13,9% ainda em 2000. Mesmo à escala europeia a quota de mercado britânica tem, de igual modo, descido, segundo a Alphaliner: era de 13,9% em 2000 e ficou-se pelo 8,9% em 2015.

Também em termos da frota mundial de de navios porta-contentores o impacto do Brexit será, acredita a consultora, baixo. Isto porque apenas 3,7% dos navios têm pavilhão do Reino Unido, sendo o país responsável por apenas 2,2% da capacidade mundial de TEU.

Em termos económicos, o Brexit poderá, segundo a Alphaliner, ter impacto nas importações do Reino Unido, devido à expectável desvalorização da libra (que está já a verificar-se). Isso poderá ter impacto nas importações da Ásia, aumentando a pressão na frágil recuperação da rota Ásia-Europa, avisa a consultora.

Segundo dados da Container Trades Statistics, os volumes de contentores da Ásia para o Norte da Europa subiram 2,7% no primeiro quadrimestre do ano, com o Reino Unido a representar 15% do total.

Além disso, o Brexit aumentará os custos de financiamento dos armadores. Nem tanto para os sediados no Reino Unido (representam apenas os já referidos 2,2% da capacidade mundial de TEU), mas para os restantes armadores europeus, responsáveis por 54% da capacidade mundial, medida em TEU.

 

 

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