Maersk Line, Hapag-Lloyd e CMA CGM anunciam sistemas de reservas online instantâneas. A Alphaliner duvida da viabilidade de tais plataformas e avisa que o conceito não é novo.

Alphaliner aponta limites aos sistemas de reservas online

A Alphaliner dá conta que, já em 2008, a Maersk Line lançou um produto similar, chamado Youship. Garantia aos clientes o espaço no navio e e a confirmação instantânea de embarque. Após o pagamento, o preço do frete era colocado online.

“A iniciativa da Maersk foi uma das primeiras tentativas de levar o transporte de contentores para a era digital”, lembra a Alphaliner. “Com o objectivo de simplificar os envios para pequenas empresas, foi comunicado como algo que fazia ‘o transporte de contentores tão fácil como comprar online bilhetes de avião, livros, aluguer de carros ou takeaway’”.

Apesar de a companhia dinamarquesa indicar que o produto foi um sucesso, o portal de reservas online foi desactivado cerca de 18 meses depois do lançamento, em Outubro de 2009, sublinha a consultora.

Três obstáculos ao sucesso

Para não terem destino semelhante, as mais recentes plataformas online das operadoras terão de ultrapassar várias características-chave do mercado de contentores, de acordo com a Alphaliner.

A primeira é o facto dos carregadores ocasionais e mais pequenos, para os quais essas plataformas online foram criadas, representarem apenas uma pequena percentagem do mercado, não mais do que 5%, nas “rotas de alto volume”, como a trans-Pacífico e a Ásia-Europa.

A Alphaliner também destaca que os preços dos fretes nessas plataformas de preços públicos são, muitas vezes, mais altos do que os níveis de mercado, já que as companhias cobram um prémio pelo espaço garantido e pelos menores volumes envolvidos.

Além disso, há também o risco dos carregadores usarem os preços dos fretes nessas plataformas como ferramenta de negociação com os concorrentes.

 

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