A frota inactiva de porta-contentores continua em “níveis preocupantemente elevados” e, o que é pior, não se vêem sinais de recuperação da procura, avisa a consultora Alphaliner.

Porta-contentores

Dados de 4 de Abril apontam 325 navios parados, com uma capacidade total de 1,48 milhões de TEU, correspondentes a 7,4% da frota mundial de porta-contentores celulares. A frota inactiva inclui 54 navios de 5 100 a 7 499 TEU e 55 com capacidade superior a 7 500 TEU.

A Alphaliner sublinha que os fretes praticados mal cobrem os custos. Mas os preços dos fretamentos também estão em queda, destaca a consultora, que relata o caso do fretamento do ER Vancouver, pela MSC, por um período de 12 meses, feito por 6 500 dólares (5 735 euros) por dia, o valor mais baixo de sempre. Há um ano valeria, segundo a Alphaliner, quatro ou cinco vezes mais.

Esta descida dos valores de fretamento vão fazer baixar as avaliações dos navios, com efeito negativos nas contas dos armadores.

Neste cenário, o desmantelamento de navios está condenado a continuar a crescer em 2016. De acordo com a corretora de navios londrina Braemar ACM, este ano já foram vendidos para desmantelamento 41 navios (com um total de 143 000 TEU). Este número compara com os 85 navios (187 500 TEU) desmantelados no ano passado, o que faz supor que 2016 pode ser um ano recorde neste aspecto.

Entretanto, a Alphaliner registou aquele que afirma ser um novo recorde para o maior navio porta-contentores já vendido para demolição: o DS Kingdom, com 6 479 TEU de capacidade. Construído em 2001, é também um dos navios mais novos a ser enviado para desmantelamento. Irá terminar a sua última viagem numa praia do subcontinente indiano.

 

 

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