A decisão da ONE de não instalar filtros de gases de escape (scrubbers) nos seus navios pode sair-lhe cara, avisa a Alphaliner.

Sem scrubbers, ONE fica exposta aos preços mais elevados do bunker

A ONE é, segundo a consultora, a única entre as dez maiores companhias de transporte marítimo de contentores do mundo a não apostar nos scrubbers para cumprir as novas normas da IMO relativas às emissões de enxofre, pelo que não poderá continuar a queimar bunker com 3,5% de teor máximo de enxofre a partir de 1 de Janeiro de 2020 (o novo limite será de 0,5%).

Assim sendo, a companhia nipónica ficará mais exposta aos preços do combustível com baixo teor de enxofre, avisa a Alphaliner. Esse combustível é mais caro que o bunker actual.

A MSC lidera as instalações de scrubbers, já que, de acordo com dados da Alphaliner, confirmou encomendas para equipar 250 navios, quase metade da frota de 564 embarcações da companhia.

A Evergreen tem o segundo maior programa de instalação de filtros, com 150 navios, mas logra liderar em termos de percentagem da frota, já que aquele número representa 74% de todas as embarcações da companhia de Taiwan.

O terceiro no ranking de scrubbers elaborado pela Alphaliner é a Maersk. A companhia dinamarquesa, que inicialmente se opunha à solução, terá cerca de 140 navios da sua frota de 700 navios equipados com a tecnologia.

Também relutante em seguir a opção dos filtros para cumprir as novas normas da IMO, a Hapag-Lloyd confirmou tardiamente a instalação de scrubbers em dez dos seus navios de 13 mil TEU da classe Hamburgo, em 2019 e 2020.

A ONE ainda não anunciou qualquer instalação concreta. A única referência a scrubbers por parte da companhia nipónica surgiu nos resultados do segundo trimestre do ano fiscal, onde referiu estar “em estudo” a instalação de filtros em alguns dos seus maiores navios.

 

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