Os cortes de capacidade e a “guerra” comercial deverão resultar num aumento do número de navios porta-contentores inactivos, avisa a Alphaliner.

Navios inactivos aumentarão com cortes na oferta e "guerra" comercial

No início do mês (3 de Setembro), a frota inactiva por falta de trabalho contava 143 navios, com uma capacidade combinada de 408 283 TEU, correspondente a 1,8% do total mundial, de acordo com a pesquisa da Alphaliner.

Mas “os números deverão subir nas próximas semanas, devido aos cancelamentos de serviços para a época de Inverno”, antecipa a consultora. Os cortes já anunciados ao mercado são “significativamente mais severos” que os de 2017, assinala.

A Maersk Line e a MSC, parceiros na aliança 2M, por exemplo, anunciaram recentemente a suspensão “temporária” dos seus serviços AE2/Swan, no Ásia-Norte da Europa, com efeito a partir do próximo dia 22. Serão afectados 11 navios de 19 250 TEU, em média, para os quais haverá que encontrar colocações alternativas.

Os cortes na oferta e a entrega de novos navios pelos estaleiros justificarão, por si sós, o aumento dos navios inactivos.

Mas como se isso não bastasse, há que contar também com os efeitos da “guerra” comercial entre os EUA e a China, que poderá prejudicar em particular os tráfegos no trans-Pacífico.

 

 

 

 

 

 

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