A Alstom anunciou o acordo para comprar o negócio ferroviário da Bombardier, assim criando o segundo maior construtor mundial, atrás da chinesa CRRC.

O acordo da companhia francesa com a Bombardier e o fundo de pensões canadiano Caisse de Depot et Placement du Quebec (CDPQ), credor da companhia canadiana, rondará os 5,8 a 6,2 mil milhões de euros.

A CDPQ irá reinvestir na Alstom os dois mil milhões de euros que obterá pela operação, aos quais somará outros 700 milhões. Isso converterá o fundo canadiano no maior accionista da Alstom, com uma posição de 18% no capital social.

Como contrapartida, o consórcio francês compromete-se a aumentar a presença na região de Quebec (Canadá). Aliás, Montreal será a sede da Alstom na América, desde onde dirigirá as operações e a expansão no continente. Também criará um centro de excelência em design e engenharia na região, com o objectivo de criar soluções de mobilidade sustentável.

“Essa aquisição melhorará o nosso alcance global e a nossa capacidade de responder à crescente necessidade de mobilidade sustentável. A Bombardier Transportation fornecerá à Alstom uma presença geográfica complementar e uma presença industrial em mercados em crescimento”, afirmou, citado pela imprensa internacional, o presidente e CEO da Alstom, Henri Poupart-Lafarge.

A companhia francesa viu, antes, a sua fusão com a Siemens ser chumbada pela Comissão Europeia, pode ser considerado que a operação seria prejudicial à concorrência. Bruxelas terá, agora, de tomar nova decisão sobre a criação de um novo gigante de raízes europeias com menor presença no Velho Continente.

A integração do Bombardier Transportation na Alstom formará um conglomerado de 15 500 milhões de euros em receitas anuais e 76 mil trabalhadores, tornando-se a segunda referência mundial depois da chinesa CRRC. A carteira de encomendas da entidade que resultar da operação será de 75 mil milhões de euros (40 mil milhões da Bombardier Transport e 36 mil milhões da Alstom).

 

 

 

 

 

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