A Alstom conta receber ainda em 2016 a primeira encomenda para o seu comboio eléctrico com pilhas de combustível a hidrogénio. O iLINT está exposto na Innotrans.

Alstom iLINT

A primeira encomenda firme do iLINT deverá ser do Estado da Renânia do Norte-Vestfália. A Alstom já assinou, em 2014, cartas de intenção com quatro estados alemães (Baixa Saxónia, Renânia do Norte-Vestfália, Baden-Württemberg e as autoridades de transporte do Hesse) para 60 composições.

A primeira encomenda firme poderá ser fechada este ano, segundo Stefan Schrank, gestor de produto do comboio regional Alstom Coradia LINT. A companhia prevê 40 a 70 encomendas firmes até ao fim de 2017.

A Alstom está a apresentar na Innotrans as duas primeiras unidades de pré-produção do iLINT, as quais serão testadas nos serviços regionais na zona de Hanôver, após um acordo com o Estado da Baixa Saxónia. Estes testes irão decorrer ao longo de 2017 e a companhia prevê que a aprovação pela autoridade ferroviária alemã seja concedida no fim do ano. Isso permitirá que os testes com passageiros na região da Hanôver possam começar entre o fim de 2017 e o início de 2018.

As composições a pilhas de combustível têm as mesmas carroçarias, bogies e equipamento de controlo que os diesel convencionais. Aliás, as duas unidades de teste irão substituir unidades a gasóleo.

As pilhas de combustível e depósitos de hidrogénio estão montadas no tejadilho. Cada composição transportará 94 quilos de hidrogénio, suficientes para um dia ou 700 quilómetros de operação. As pilhas de combustível são fornecidas pela Hydrogenic e estão ligadas a baterias de lítio da Akasol.

O comboio a pilha de combustível terá velocidades (140 km/h) e custos de operação semelhantes às unidades diesel, segundo a Alstom.

A pegada ecológica dependerá da forma como o hidrogénio for produzido. No actual mix de produção de electricidade, tem uma comparação desfavorável com o diesel, mas no mix previsto a partir de 2020 já será mais ecológico, segundo Stefan Schrank. O gestor de produto da Alstom vê grande potencial na pilha de combustível, tecnologia que, de acordo com o executivo, está num nível de evolução semelhante ao que o diesel tinha há 100 anos.

 

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