Os protestos dos transportadores brasileiros contra a alta dos combustíveis podem “alastrar” a Portugal, avisa a ANTRAM.

Em comunicado, a associação de transportadores rodoviários de mercadorias lembra que “os efeitos da paralisação dos transportadores brasileiros já se fazem sentir em grande parte da cadeia de abastecimento. Os produtos básicos começam a faltar em algumas cidades brasileiras e a produção fabril já se encontra condicionada, também, em vários estados”.

E alerta que “Portugal não está imune, de forma alguma, a que um panorama semelhante venha a ocorrer em território nacional”.

“A sucessiva escalada do preço do gasóleo, sem a devida revisão trimestral do ISP, anunciada e garantida pelo Governo, coloca à prova as empresas de transporte que, no imediato, e para garantir a sua sustentabilidade, ver-se-ão obrigadas a rever as tarifas de transporte”, acrescenta a associação.

A posição da ANTRAM – mais uma – sobre a alta dos combustíveis e o incumprimento da revisão trimestral do ISP acontece num dia em que o plenário da Assembleia da República debate, por iniciativa do PSD, as políticas fiscais e  os preços dos combustíveis.

Também hoje, os últimos dados da União Europeia provaram, se necessário, que por cá as taxas e impostos representam mais de 50% do preço final de comercialização dos combustíveis.

Brasil: Petrobrás em alta

No Brasil, milhares de camionistas estão por estes dias a bloquear estradas e portos (desde logo, os principais, Santos e Paranaguá), em protesto contra o preço do combustível, que em menos de um ano subiu cerca de 50%.

Mas nem tudo é mau, nem para todos. A alta dos combustíveis tem ajudado aos resultados da petrolífera estatal Petrobrás, que por via disso está em máximos dos últimos anos na Bolsa brasileira.

 

 

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