O SEAL anunciou em comunicado a filiação “massiva” dos marítimos e amarradores do porto de Leixões. O sindicato dirigido por António Marino não precisou o número de aderentes.

Na nota difundida a propósito, o SEAL (Sindicato dos Estivadores e da Actividade Logística) destaca que “ao terceiro ano de construção deste projecto nacional de defesa dos trabalhadores dos portos, e não só, abre as suas portas aos trabalhadores de um importante grupo profissional, os quais têm sido sistematicamente desprezados na muralha, mas sem os quais nenhum porto do país consegue operar navios”.

E concretiza: “São estes trabalhadores que procedem às manobras de amarração e largada das amarras dos navios ao cais, na acostagem e partida dos mesmos, trabalho que tem tanto de duro como de especializado e estratégico, que é tido como o primeiro e último degrau da actividade portuária, se atendermos a que a pilotagem começa e acaba muitas vezes fora do próprio porto”.

O SEAL critica, por isso, que “apesar da importância desta mão de obra e dos lucros milionários que este negócio entregue a privados gera, quer para estes quer para a Administração Portuária do Douro e Leixões que o concessiona, estes trabalhadores são aqueles que em piores condições labutam na muralha”.

Recorde-se que o SEAL mantém ainda um conflito latente em Leixões, pela alegada descriminação dos estivadores seus filiados.

 

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