Organizações não-governamentais pretendem que se proíbam as descargas dos scrubbers nas zonas de controlo das emissões da Europa.

Entre as ONG que reclamam a proibição das descargas dos detritos dos filtros de gases de escape (scrubbers) estão as associações ambientalistas alemã NABU, a France Nature Environnement e a Birdlife Malta.

“Embora seja certo que a mudança para combustíveis com baixo teor de enxofre resulte numa redução significativa das emissões de poluentes atmosféricos, os scrubbers são questionáveis, pois produzem resíduos e prolongam o uso do tóxico fuelóleo pesado”, refere o comunicado conjunto das ONG.

“Além disso, scrubbers e combustíveis com alto teor de enxofre dificultam a absorção de gases de escape avançados após o tratamento, como filtros de partículas”, acrescenta a nota, que conclui que “reduções substanciais também podem ser obtidas através de combustíveis alternativos ou propulsão regenerativa”.

Apoio à ECA do Mediterrâneo

As organizações defendem, além disso, a transformação do Mediterrâneo numa zona ECA de enxofre e de óxido de azoto. Recorde-se que a IMO, a Comissão Europeia e França estão a finalizar estudos sobre a possibilidade de converter o Mar Mediterrâneo, ou pelo menos parte dele, numa zona ECA.

Uma zona ECA no Mediterrâneo implicaria um teor máximo permitido de enxofre nos combustíveis navais de 0,1%, como já é exigido no Mar Báltico, no Mar do Norte e no Canal da Mancha, um requisito cinco vezes mais exigente do que o máximo de 0,5% que começará a ser aplicado à frota mundial em Janeiro de 2020.

 

 

 

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