O aeroporto do Montijo pode avançar. A Declaração de Impacte Ambiental (DIA), hoje conhecida, é “favorável condicionada”.

A Agência Portuguesa do Ambiente emitiu hoje a proposta de DIA para o projecto de transformação da base aérea do Montijo num aeroporto comercial. O parecer é favorável, mas condicionado a medidas mitigadoras dos efeitos negativos a serem assumidas pela ANA.

Ao nível das acessibilidades, por exemplo, a DIA impõe que a ANA invista até dez milhões de euros na aquisição de dois navios, que entregará à Transtejo para reforçar as travessias fluviais.

Quanto ao ruído, a concessionária do novo aeroporto ficará obrigada a aplicar entre 15 e 20 milhões de euros na melhoria da iansonorização dos edifícios, privados e públicos, mais afectados pela poluição sonora resultante do tráfego dos a viões.

No relativo à avifauna, a DIA reconhece o impacte do aeroporto numa área de cerca de 2 500 hectares no estuário do Tejo, impondo a criação de uma área de compensação e o financiamento de um mecanismo de gestão da área afectada, com uma dotação inicial de 7,2 milhões de euros e anual de cerca de 200 mil euros.

Todas estas medidas permitirão “minimizar e compensar os impactes ambientais negativos do projeto, as quais serão detalhadas na fase de projecto de execução”, de acordo com a APA.

A Declaração de Impacte Ambiental era a peça que faltava para poder avançar a construção do aeroporto do Montijo.

Em Janeiro, o Estado e a ANA assinaram o acordo para a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa, com um investimento de 1,15 mil milhões de euros até 2028 no aeroporto de Lisboa e na base aérea do Montijo.

This article has 1 comment

  1. É vergonhoso o fato de a ANA ter comprado esta licença feita “à medida” em vez de se construir em Alcochete onde poderia crescer por terminais como em Barajas / Madrid !!

Leave a comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*