O conflito que opõe operadores portuários e estivadores em Lisboa ameaça ganhar proporções mais graves, depois do alegado afastamento de 20 trabalhadores temporários.

As associações de operadores do porto de Lisboa convocaram para amanhã, quarta-feira, uma conferência de imprensa onde tomarão posição pública “sobre o novo “surto” grevista” na capital.

Ontem, o presidente do sindicato dos trabalhadores portuários denunciou a dispensa de 20 trabalhadores temporários, que já prestariam serviço em Lisboa há seis anos. Segundo António Mariano, a decisão terá sido comunicada aos trabalhadores no dia a seguir à greve nacional [ou seja, na passada sexta-feira].

Para o dirigente sindical, o afastamento dos trabalhadores será “uma tentativa de escalada do conflito por parte das empresas”, que os estivadores se proporão “acompanhar e responder”.

Ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS, Joana Coelho, secretária-geral da AOPL e presidente da A-ETPL, escusou-se a tecer comentários sobre as declarações de António Mariano, remetendo para a conferência de imprensa de amanhã.

Os estivadores de Lisboa iniciaram no passado 25 de Junho quatro semanas de greves parciais (primeiro, uma hora/dia, depois duas horas/dia), em protesto contra a alegada violação do CCT com a utilização de trabalhadores exteriores ao porto.

Desde a primeira hora, os operadores portuários avisaram que as greves poderiam colocar em causa a manutenção dos postos de trabalho.

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