O Governo estará a estudar um novo plano de ampliação do aeroporto de Lisboa, que passará por limitar os direitos da Força Aérea, avança o “Sol”.

De acordo com o semanário, o objectivo será aumentar a capacidade operacional da Portela de Sacavém, dos 38 movimentos/hora para as 52 descolagens e aterragens.

Para isso, o Executivo estará a ponderar acertar com a Defesa a redução das limitações ao tráfego aéreo civil impostas pela Força Aérea, por causa das suas bases. No caso, é dito, a base de Monte Real, próxima de Leiria, será a que mais interfere no vai-vem de aviões em Lisboa.

No limite, avança o “Sol”, o Governo de Passos Coelho admitirá mesmo encerrar alguma base da Força Aérea. Um cenário que uma fonte daquele ramo das Forças Armadas contactada a propósito rejeitou liminarmente.

No ano passado, o aeroporto de Lisboa processou cerca de 15 milhões de passageiros. Com as obras de ampliação em curso, e que deverão ficar concluídas no final deste ano, princípio de 2013, a capacidade aumentará para a casa dos 17-18 milhões de passageiros. A nova ampliação poderia elevar a fasquia para cerca dos 22 milhões de passageiros/ano.

A ampliação em curso representa um investimento de 380 milhões de euros. O custo da nova ampliação não é ainda conhecido.

Com mais uma ampliação, e o aproveitamento de uma base aérea para servir os voos low cost (a solução Portela+1), a vida útil do aeroporto da capital poderá ser prolongada, talvez, por mais uma década para além de 2017 (quando se previa o seu esgotamento).

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