O movimento de mercadorias nos portos nacionais subiu 7,9% no ano passado, para 83,9 milhões de toneladas. As cargas de importação cresceram 12,5%, as de importação avançaram 6,5% e as  de cabotagem recuaram 7,9%, divulgou hoje a Autoridade da Mobilidade e dos Transportes (AMT).

Sines

A Europa foi o continente com maior volume de carga importada (43,8%), seguida da América (25,9%) e de África (24,7%), sendo o “petróleo bruto e gás natural” de Angola, Rússia, Egipto e Argélia as mercadorias com mais peso nas importações, a par dos produtos agrícolas da Ucrânia, França e Brasil.

O volume de exportações mais elevado foi igualmente para o continente europeu (43,7% do total, mais 10,3% face a 2014), seguindo-se África, com 28,2% (-4,5%), e a América, com 19,8% (+7,1%), destacando-se entre as mercadorias mais exportadas os “produtos petrolíferos refinados”, os “produtos alimentares, bebidas e tabaco” e “outros produtos minerais não metálicos”.

Os principais destinos das exportações nacionais foram Espanha, Holanda, Reino Unido, França e Alemanha, na Europa. Em África, destacaram-se a Argélia, Angola, Marrocos, África do Sul e Cabo Verde, e na América os EUA, Brasil, Canadá e Colômbia.

Quer nas exportações, quer nas importações, a liderança europeia é explicada, além dos tráfegos de shortsea, pelo encaminhamento das mercadorias destinadas a países terceiros através de hubs de transhipment, como Algeciras ou Roterdão.

Na mesma linha, os números das exportações e das importações incorporam valores relativos aos tráfegos de transhipment (particularmente evidentes em Sines), influenciando uns e outros.

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