A ANA vai investir 1,15 mil milhões de euros até 2028, nos aeroportos de Lisboa e do Montijo. O acordo com o Estado foi hoje assinado. Falta o Estudo de Impacto Ambiental.

A ANA investirá na expansão do aeroporto Humberto Delgado, e na transformação da base aérea do Montijo
em aeroporto civil, com início de funcionamento previsto para 2022.

Logo no primeiro ano o novo aeroporto deverá movimentar sete milhões de passageiros, “mas rapidamente se poderá chegar aos 15 milhões”, indicou, na sua intervenção, o presidente da Vinci Aeroportos, Nicolas Notebaert.

O mesmo responsável da empresa que detém a ANA – Aeroportos de Portugal precisou que serão investidos 650 milhões de euros em Lisboa e 500 milhões de euros no Montijo.

Com a solução agora acordada, o Aeroporto Humberto Delgado poderá realizar 48 movimentos por hora e o Montijo 24 movimentos.

Para compensar a Força Aérea e contribuir para as obras para os acessos às duas infra-estruturas aeroportuárias estão destinados 156 milhões de euros, segundo a ANA, gestora dos aeroportos.

Marcaram presença na cerimónia de assinatura do acordo o primeiro-ministro, António Costa, e vários elementos do Governo, o responsável máximo da Vinci, Xavier Huillard, e o presidente da Vinci Aeroportos, Nicolas Notebaert.

A assinatura do acordo entre o Estado e a ANA ocorreu quando ainda não foi entregue o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do novo aeroporto do Montijo. Mas Nicolas Notebaert garantiu que serão respeitadas todas as questões ambientais.

Partidos criticam acordo

O Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) agendou para quinta-feira um debate no plenário da Assembleia da República para discutir a decisão do Governo de construir um aeroporto complementar ao de Lisboa, no Montijo, sem o EIA.

O PSD já tinha feito saber que iria chamar o ministro da Defesa e o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea Portuguesa (FAP) ao Parlamento para prestarem esclarecimentos.

Na semana passada, a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, manifestou “enorme perplexidade” pelo facto de a assinatura do acordo para o novo aeroporto do Montijo ter sido agendada sem ser conhecido um estudo de impacto ambiental.

Já o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, acusou o Governo de pretender “um apeadeiro” e um “aeroportozinho” no Montijo para “beneficiar um grande grupo económico”, considerando que, “nesta pressa” e “correria, até as questões ambientais vão”.

Este artigo tem1 comentário

  1. Era” bem feito” que o estudo impacto ambiental chumbasse o Montijo para obrigar o António Costa a construir o Novo Aeroporto de Lisboa em Alcochete em vez de construir o 2º terminal de Lisboa no Montijo e destruir ambientalmente aquele estuário maravilhoso !

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