Desde 2002, os investimentos no aumento da capacidade da Portela de Sacavérm ascenderam a 500 milhões de euros. O novo presidente da ANA acredita, no entanto, que “não será este o último fôlego” do aeroporto de Lisboa.

Quando terminarem as obras em curso, no próximo ano, o aeroporto da capital poderá realizar 40 movimentos/hora (podendo chegar aos 42) e processar 18 milhões de passageiros/ano.

Mas Jorge Ponce Leão acredita que “as metas de 43 e 46 movimentos perfilam-se como os novos patamares”, tal como afirmou no discurso dos 70 anos do aeroporto da Portela, hoje divulgado pelo “DE”.

As declarações do presidente da ANA vão no mesmo sentido do estudo entregue ao Governo, há alguns meses, pela anterior administração da gestora aeroportuária, sobre a possibilidade de continuar a expansão do aeroporto da capital, e os custos a tal associados.

Segundo esse estudo, a nova expansão poderia ser feita em três fases: até aos 41-43 movimentos/hora em 2019; até aos 43-46 movimentos/hora em 2021; e até aos 50 movimentos/hora em 2026. Nessa altura, o aeroporto de Lisboa poderia movimentar cerca de 22 milhões de passageiros/ano.

Os custos desta nova expansão estão estimados no estudo em cerca de 470 milhões de euros, a preços actuais.

No ano passado, o aeroporto da Portela processou cerca de 14,2 milhões de passageiros. Este ano deverá crescer 1%.

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