O rápido aumento do número de passageiros –e os investimentos que tal implica – são, de novo, os principais argumentos da ANA para justificar a proposta de aumentos das taxas aeroportuárias em 2016. Lisboa será a mais castigada. Na Madeira haverá mesmo uma baixa.

Aeroporto-de-Lisboa

Um aumento médio de 2,93% é o que a ANA propõe para as taxas reguladas a praticar nos aeroportos nacionais em 2016: 4,56% em Lisboa, 1,52% no Porto, 1,02% em Faro, 0,73% nos Açores.

Para a Madeira – Funchal e Porto Santo – a proposta da ANA agora em discussão pública prevê uma redução das taxas aeroportuárias reguladas de 1,02%.

A ANA justifica os aumentos propostos com a necessidade de fazer fortes investimentos – mais de 250 milhões de euros nos próximos quatro anos – nos aeroportos nacionais, resultado do forte aumento do número de passageiros – 9,5% no ano passado, mais de 10% no que leva 2015 -, claramente acima da média europeia.

Além disso, é dito em comunicado, “os aeroportos nacionais vão manter uma grande competitividade, designadamente no Aeroporto Lisboa, onde as taxas vão continuar significativamente inferiores às taxas praticadas nos aeroportos europeus com os quais Lisboa se compara”.

Acresce, sustenta a gestora aeroportuária, desde 2013 detida pela Vinci, que mesmo com os novos aumentos, “em termos reais” a receita média da ANA por passageiro “nos aeroportos do Grupo Lisboa (Lisboa, Açores, Madeira e Beja)” será idêntica à regista em 2009. E que nos casos do Porto e Faro, a receita, “a preços constantes” será inferior à de 2009 em 11,4% e 10,11%, respectivamente.

Os stakeholders têm agora dois meses para se pronunciarem sobre a proposta da ANA. No ano passado a polémica foi azeda.

Comments are closed.