Os analistas saúdam a fusão das três maiores companhias japonesas de transporte marítimo de contentores. Porque o futuro de sobrevivência no sector jogar-se-á na escala, dizem.

MOL

Nippon Yusen Kaisha (NYK), Mitsui OSK Lines (MOL) e Kawasaki Kisen Kaisha (K Line) anunciaram, no início da semana, a fusão das respectivas divisões de contentores numa nova companhia.

A capacidade da frota conjunta da nova entidade será de 1,4 milhões de TEU e 110 navios, o que a tornará na quinta maior companhia de transporte de contentores do mundo. No presente, as três companhias nipónicas ocupam as 11.ª, 12.ª e 15.ª posições do ranking, respectivamente.

“Observámos que há companhias a colapsar ou a fundirem-se, e que a dimensão das empresas estava a aumentar”, afirmou aos jornalistas, ontem, em Tóquio, o presidente da NYK, Tadaaki Nako. “Se não tivermos escala, então o panorama não será agradável”, acrescentou.

Lars Jensen, especialista da dinamarquesa SeaIntelligenver Consulting, concorda que o futuro no sector “se resume a escala” e que a fusão das três companhias as coloca a um nível concorrencial, a par de Hapag Lloyd e China Cosco Shipping. O consultor avisa, além disso, que a opção japonesa coloca pressão sobre companhias globais de média dimensão, como Hamburg Süd, Hyundai Merchant Marine, Yang Ming ou OOCL.

Também a Drewry considera a fusão de NYK, MOL e K Line uma boa opção. “Alianças e fusões e aquisições são uma resposta ao baixo crescimento da indústria, em que um número significativo de companhias não ganharam dinheiro num passado recente”, indica uma nota da consultora.

 

 

 

 

 

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