O governo turco pretende reduzir a sua participação de 49% na Turkish Airlines, que já é a terceira companhia europeia em número de passageiros e continua com um agressivo plano de expansão.

A participação estatal na companhia aérea está avaliada em cerca de 1,6 mil milhões de dólares à cotação actual. Não se sabe ainda que percentagem será vendida, sendo certo que o estado quererá manter uma “golden share” na empresa.

Igualmente por definir está a forma como a privatização ocorrerá: se através de uma venda em bloco, se através de uma nova dispersão do capital em Bolsa. Mas é provável que a segunda hipótese seja a escolhida.

Actualmente 30% do capital da Turkish Airlines já está nas mãos de estrangeiros e a legislação do país limita essa participação a 40%. Logo, as hipóteses de participação de estrangeiros na próxima privatização parecem limitadas. A menos que o governo de Ankara decida entretanto alterar a lei.

Certo é que o negócio da Turkish Airlines se apresenta como apetecível. A companhia, sediada em Istambul, converteu aquele aeroporto numa placa giratória para as ligações entre a Europa e o Médio Oriente, e agora está a comprar aviões de maior porte para se abalançar nas ligações transcontinentais, para os EUA e o Extremo Oriente.

Para o ano corrente os objectivos da Turkish Airlines são ambiciosos: transportar 35 milhões de passageiros (cerca de 20% mais que em 2010) e realizar receitas de 7,5 mil milhões de dólares (36% acima do feito no ano passado).

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