É um acordo com o seu quê de inédito. A gestão da TAAG será doravante assegurada por quatro administradores executivos indicados pela Emirates.  

No âmbito do processo de refundação da companhia de bandeira angolana, o governo de Luanda decidiu agora confiar a gestão corrente da TAAG à Emirates. A TAAG continuará, por isso, a ser uma companhia angolana e a ter a sede em Luanda, e ate serão angolanos cinco dos nove administradores. Mas a comissão executiva, de cinco membros, terá quatro administradores indicados pela Emirates.

“Nos termos do acordo, o objectivo é dotar a TAAG de uma gestão profissional de nível internacional, libertando-a de problemas de eficácia e eficiência que vêm persistindo há longos anos, aumentar a oferta de destinos para os passageiros angolanos, melhorar o serviço que presta a estes e elevar os padrões de operacionalidade e segurança”, escreve a “Angop”, citando um comunicado governamental.

Este acordo marca mais um avanço na parceria estratégica acordada entre as duas companhias em finais do ano passado. Os passos seguintes poderão passar por uma reorganização da oferta da TAAG e por um novo papel para o novo papel do novo aeroporto de Luanda.

No que toca ao network, a TAAG deverá reforçar a sua exposição à Europa. Actualmente voa para Lisboa e Porto e tem acordos com a Lufthansa, British Airways, Air France e Brussels Airlines, mas a companhia angolana aposta em sair da lista negra de Bruxelas e passar a voar para Amesterdão, Bruxelas, Londres, Paris, Frankfurt e Roma.

O novo aeroporto de Luanda deverá funcionar como um hub regional, em conexão com a base da Emirates no Dubai. A operadora do Médio Oriente assumirá o essencial das ligações intercontinentais (mormente com a Ásia), servindo Luanda para captar e distribuir passageiros e cargas no centro e sul do continente africano.

Em Portugal, a TAAG opera em Lisboa e Porto, a Emirates apenas na Portela.

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