A economia de Angola deverá continuar a contrair-se este ano e em 2020, antes de regressar a valores positivos no período de 2021 a 2023, prevê a Economist Intelligence Unit (EIU).

A evolução do preço do barril do petróleo continuará a ser o factor determinante para a economia de Angola. Assim, neste ano e no próximo a economia do país deverá registar taxas de crescimento negativas de 1,9%. Mas depois  deverá crescer à média anual de 6,3%, com um valor máximo de 7% em 2021 e mínimo de 5,9% em 2023.

A fraca economia doméstica, combinada com a valorização do dólar dos Estados Unidos e a fraca apreciação dos investidores relativamente aos mercados emergentes, continuará a pesar em 2019 sobre o kwanza, que terá tendência a depreciar-se.

A EIU adianta no seu relatório que, não obstante os esforços para diversificar a economia, a actividade continuará a estar dependente da evolução do sector petrolífero, não sendo de esperar grandes alterações no curto a médio
prazo.

A inflação deverá manter-se elevada ao longo do período em análise, com valores compreendidos entre um máximo de 24,3% este ano e um mínimo de 11,4% em 2023, devido à fraqueza continuada da moeda angolana e ao facto de a maior parte dos bens de consumo ser importada e paga em moeda estrangeira.

O relatório salienta o facto de o governo estar a tentar aumentar a receita fiscal e diminuir a despesa pública através da introdução de novos impostos, como o IVA, e da eliminação de um conjunto de programas de atribuição de
subsídios, em resultado do programa de reformas do Presidente João Lourenço e das restrições impostas pelo Fundo Monetário Internacional.

Os analistas da EIU prevêm que o Orçamento Geral do Estado continue a apresentar défices até 2020, com -2,9% do Produto Interno Bruto, antes de regressar a saldos positivos a partir de 2021 (2,3%) e até 2023 (4,7%), embora a balança com o exterior só venha a ser positiva em 2022, com uma taxa de 2,6% do PIB.

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