Angola tem em curso obras de recuperação de milhares de quilómetros de vias férreas e de construção de centena e meia de estações e apeadeiros, anunciou o ministro dos Transportes daquele país.

Augusto da Silva Tomás falava no Dondo, província do Kwanza Norte, na inauguração da nona das 28 novas estações dos Caminhos de Ferro de Luanda (CFL). As restantes 19 serão inauguradas durante Julho.

Para o próximo mês está também prevista o início de operação de novos equipamentos dos CFL, entre locomotivas, carruagens e vagões, anunciou o ministro.

Num rápido balanço do trabalho que está a ser desenvolvido no sector ferroviário em Angola, o ministro dos Transportes disse que, além das estações inauguradas, estão em fase conclusiva, em todo país, mais 148 estações especiais, de primeira, segunda e terceira classes, e apeadeiros.

Também em curso – disse – está a aquisição de 143 unidades de locomotivas, carruagens e vagões e a manutenção de 2 733 quilómetros das linhas dos caminhos-de-ferro do país.

“É um trabalho árduo e profundo que visa, não só repor na sua totalidade, mas também expandir o conjunto ferroviário angolano destruído durante a guerra que o país viveu”, disse o ministro. Segundo o Augusto Tomás, o programa de reabilitação e modernização dos caminhos-de-ferro abarca 11 províncias, centenas de comunas e dezenas de municípios e arrasta consigo o desenvolvimento das áreas abrangidas.

As linhas férreas geram empregos directos, mais coesão social e económica da nação, riqueza e aumento do poder de compra nas zonas rurais dos produtores e do comerciante, criando mercado para as indústrias angolanas, justificou.

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