Angola prepara a privatização parcial das três principais linhas ferroviárias do país, segundo um artigo publicado no China-Lusophone Brief (CLBrief).

Angola quer abrir aos privados o capital das linhas ferroviárias

As três companhias em questão são, a Caminhos de Ferro de Luanda, que liga a capital a Malanje, a Caminhos de Ferro de Benguela, que vai do porto do Lobito a Luau, na fronteira com a República Democrática do Congo, a Caminhos de Ferro de Moçâmedes, que liga a cidade com o mesmo nome, anteriormente Namibe, a Menongue.

O CLBrief, um serviço de informação sobre a China e os países de língua portuguesa, escreveu ainda, citado pelo “Macauhub” que para que o processo venha a ser bem-sucedido é necessário que o governo despenda fundos para melhorar as condições técnicas das linhas.

Um relatório técnico confidencial obtido pelo CLBrief concluiu que a linha de Benguela não satisfaz os padrões internacionais mínimos para que possa servir para escoar o minério de cobre extraído nas minas da R.D. Congo.

As conclusões do estudo indicam que é necessário modernizar a linha em toda a sua extensão, 1 344 quilómetros, bem como comprar 2 500 vagões preparados para transportar diversos tipos de carga.

O artigo do CLBrief informa ainda que o actual governo de Angola pretende a privatização parcial das linhas, ao invés da simples gestão em regime de concessão, tendo o Presidente João Lourenço tentado interessar as
empresas alemãs do sector ferroviário no processo durante a sua recente visita à Alemanha.

O governo de Angola está igualmente a olhar para os operadores ferroviários da África do Sul, por entender que essas empresas têm as qualificações técnicas e financeiras necessárias para tomar conta das três grandes linhas férreas do país.

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