A economia de Angola deverá registar um crescimento de 3% em 2020/2021, segundo o Ministério das Finanças, que confirmou a recessão de 2016 a 2018 devido à queda da produção de petróleo.

“O ciclo real de negócios da economia apresentou um comportamento recessivo até 2018, tendo registado para os anos de 2016, 2017 e 2018 taxas de crescimento negativas na ordem de 2,6%, 0,1% e 1,1%, respectivamente”, lê-se no relatório sobre a Estratégia de Endividamento de Médio Prazo (2019-2021) de Angola, aprovado na semana passada em Conselho de Ministros.

“Tal comportamento deveu-se aos baixos níveis de produção de petróleo e à menor actividade económica do sector não petrolífero”, acrescenta o texto, que dá conta de uma previsão de crescimento económico de 0,4% para este ano e de 3,2% para 2020 e 2021.

O documento do Ministério das Finanças de Angola adianta prever-se a médio prazo um crescimento económico de 3%, devendo o sector petrolífero crescer à taxa de 1,7%, apoiada pelo projectado aumento da produção, e o não-petrolífero à taxa de 3,5%, “devido à melhoria do ambiente de negócios que fomentará o investimento do
sector privado na economia.”

A inflação, que tem vindo a descer nos últimos trimestres, “poderá, até 2021, atingir cerca de 7,9%, e a conta corrente manter-se-á deficitária, resultante principalmente do aumento das importações na balança comercial e do crescimento do pagamento de juros externos”, antecipa o governo.

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