O governo de Angola quer cessar o contrato de concessão do porto de águas profundas de Caio, em Cabinda, atribuído à empresa Caioporto.

Para o efeito, o Presidente de Angola acaba de nomear uma comissão de negociação, que será coordenada pelo Ministério dos Transportes.

Na base da decisão estará o facto de o principal accionista da Caioporto ter sido constituído arguido num processo de investigação sobre a gestão de activos do Fundo Soberano de Angola.

O empresário suíço-angolano Jean-Claude Bastos de Morais, presidente e fundador da Quantum Global, que geria mais de 3 000 milhões de dólares dos 5 000 milhões de activos do Fundo Soberano de Angola, foi constituído arguido na semana passada e impedido de sair de Angola, após interrogatório na Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal da Procuradoria-Geral da República (PGR), segundo a imprensa local.

O Fundo Soberano de Angola é um dos financiadores da construção do porto do Caio, o primeiro porto de águas profundas de Angola, na província de Cabinda.

A construção do porto, avaliada em 831,9 milhões de dólares foi inserida na Linha de Crédito da China, com o Estado angolano a suportar 85% do valor do contrato de empreitada e a concessionária os restantes 15%, ou 124,8 milhões de dólares.

A construção do porto, na localidade de Caio Litoral, será concretizada em três fases, consistindo a primeira na construção de infra-estruturas portuárias e de uma área de serviços de carga de 100 hectares e um cais com 775 metros de cumprimento, tendo a empresa China Road and Bridge Corporation (CRBC) sido contratada para realizar a empreitada.

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