O primeiro-ministro anunciou hoje, em Viana do Castelo, a construção, nos próximos seis a oito anos, de sete novos navios para a Marinha portuguesa, no âmbito da revisão da Lei de Programação Militar (LPM).

 

António Costa falava nos estaleiros da West Sea, na cerimónia de baptismo do Navio-Patrulha Oceânico (NPO) Sines, o primeiro de dois em construção nos estaleiros da subconcessionária dos extintos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC). O segundo, o NPO Setúbal, tem entrega prevista para Janeiro de 2019.

O chefe do Governo revelou que o investimento se integra no compromisso assumido por Portugal junto da NATO de reforço do dispositivo das Forças Armadas até 2024 e adiantou que a construção será efectuada na indústria portuguesa.

“Cada euro investido passará a valer por três porque reforçaremos a Defesa nacional, o sistema científico e o tecido industrial”, disse.

António Costa adiantou que, no total, serão construídos dez NPO e um navio logístico polivalente. Cada um dos NPO custará 60 milhões de euros e demorará cerca de dois anos a construir.

António Costa disse que hoje “é um dia de parabéns para a indústria portuguesa de construção e reparação naval”, confirma a “vitalidade dos estaleiros” e honra a sua “longa actividade”, sublinhando que toda a tecnologia usada foi
desenvolvida em Portugal e está ao nível do melhor que se faz em todo o mundo”.

“É um exemplo muito feliz do que pretendemos fazer para reforçar as nossas Forças Armadas”, concluiu.

O NPO Sines foi entregue à Marinha dentro do prazo, mas incompleto. Faltam-lhe ainda, entre outros equipamentos, os projectados canhões de 30mm e a lanchas semi-rígidas definitivas.

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