A sessão de esclarecimento há muito convocada pela Direcção da Região Centro da Antram para o próximo sábado poderá muito bem tornar-se a primeira reunião conjunta de transportadores rodoviários de mercadorias associados da Antram, da ANTP e da ATTIMA.

O anúncio da participação foi feito no passado sábado, na Batalha, no encontro promovido pela ANTP e pela ATTIMA, que reuniu cerca de 250 transportadores, entre os quais o presidente da Região Centro da Antram (e, por inerência, membro da Direcção nacional da associação).

Ao TRANSPORTES & NEGÓCIOS, Abel Marques, secretário geral da Antram, afirmou que a participação de Sousa Gomes no encontro da Exposalão não teve qualquer mandato da Direcção nacional da associação. Na mesma linha, garantiu que “não está agendada” qualquer reunião formal entre as diferentes associações. Mas acrescentou que “neste momento há conversações entre as associações”.

Na reunião de sábado, na Batalha, os transportadores presentes decidiram-se por um ultimato ao Governo, que terá até sábado para dar uma resposta cabal às exigências do sector. Sob pena de ser convocada uma nova paralisação nacional.

Os transportadores reclamam, entre outros aspectos, a concessão de descontos nas ex-SCUT e a criação do gasóleo profissional e a revisão da legislação sobre pesos e dimensões dos veículos e cargas.

Precisamente, a sessão de esclarecimento convocada pela Direcção da Região Centro da Antram para o próximo sábado, em Coimbra, abordará as questões da tributação fiscal / ajudas de custo, a análise do aumento de custos do gasóleo e SCUT / sobrevivência das empresas (medidas a tomar) e a discussão de assuntos de interesse geral, pode ler-se na convocatória há muito disponível no site da Antram.

A ANTP nasceu na sequência da paralisação de 2008. A Antram sempre se manifestou contrária às paralisações de transportadores. No sábado, o presidente da Região Centro terá defendido, na Batalha, uma “paralisação com cabeça, tronco e membros” e que “devemos falar a uma mesma voz”.

Já hoje, o ministro António Mendonça rejeitou a existência de um ultimato dos transportadores, insistindo em que o Governo privilegia o diálogo.

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