Ainda sem resultados, a Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP) insiste em reunir-se com representantes do Governo para discutir os problemas do sector. Foi assim ontem e assim será para a semana.

ANTP diz que muitas empresas poderão não suportar os custos

A ANTP está preocupada com os aumentos dos encargos que decorrem do novo CCT para o sector. Mas também com a morosidade dos pagamentos às empresas transportadoras e com o excesso (?) de oferta de capacidade no mercado.

Em declarações à “Lusa”, o presidente da associação, Márcio Lopes, deu conta dos resultados da reunião de ontem e da intenção de realizar novo encontro, ainda sem data, na próxima semana.

“Muitos motoristas descontam cada vez mais”, lamentou o responsável da ANTP, garantindo que a associação já levou o problema a Bruxelas e irá continuar a exercer pressão junto da Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) e do Governo para mitigar estas condicionantes.

“Debatemos o pagamento em 30 dias, ainda que o Governo nos tenha dito que não consegue obrigar as empresas a pagar nestes prazos”, referiu o dirigente associativo que, ainda assim, espera que seja possível arranjar formas de
mitigar o problema nos atrasos dos pagamentos.

Além disso, está em cima da mesa a suspensão da concessão de alvarás durante algum tempo, para permitir apurar quantas empresas estão, de facto, a operar neste momento. Márcio Lopes declarou ser importante levar a cabo uma “reorganização do sector” e que o primeiro passo é conhecer o seu universo actualmente.

O dirigente salientou que estes problemas, caso não sejam resolvidos, podem fazer com que muitas empresas não tenham condições para se manter no mercado.

Em Novembro, a associação teve uma reunião “inconclusiva” com a DGERT e encontrou-se com o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) e com o secretário de Estado das Infraestruturas.

“Conseguimos alinhavar e criar uma calendarização de trabalhos que vamos promover. Nada para agora, nada em concreto que nos ajude e que nos [permita dizer que] conseguimos suportar os custos que estamos a ter nas nossas
empresas”, acrescentou Márcio Lopes.

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