Os taxistas ameaçam com acções diárias contra a Uber, durante a campanha eleitoral, até que a ministra da Justiça faça cumprir a legislação que, lembram, obriga a ter licenças para transportar passageiros.

Uber

“Nós vamos fazer campanhas todos os dias, não é só num dia, é todos os dias”, afirmou o presidente da Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros (Antral), Florêncio Almeida, referindo que as acções irão decorrer durante toda a campanha eleitoral, caso não tenha uma resposta da Ministra da Justiça.

A associação propõe-se “parar o aeroporto [de Lisboa], parar [a estação de comboios inter-regionais de] Santa Apolónia” e organizar, “todos os dias, uma acção espontânea, inclusivamente em campanha eleitoral”, disse o representante dos taxistas após uma reunião com o ministro da Economia e com o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, que decorreu ontem, no Ministério da Economia, em Lisboa.

“Se calhar o senhor ministro [da Economia] vai-nos ter à perna”, disse o dirigente da Antral, quando questionado sobre uma eventual ausência de resposta da parte da Justiça.

“Enquanto os nossos problemas não forem resolvidos, nunca poderemos estar satisfeitos”, afirmou Florêncio Almeida à saída da reunião, admitindo ter ficado com “a sensação” de que o ministro da Economia “também está preocupado” com o problema.

O início das acções diárias não tem ainda data marcada, mas, segundo o responsável da Antral, não demorará muito, já que “a campanha [eleitoral] começou hoje [ontem]”.

No passado dia 8, mais de 3 500 taxistas de Lisboa, do Porto e de Faro protestaram contra o transporte de passageiros pela empresa que utiliza a aplicação Uber, que acusam de actuar ilegalmente em Portugal.

Nesse dia, taxistas e dirigentes da Antral foram recebidos pela ministra da Justiça, Paula Teixeira da Cruz, a quem entregaram um dossiê explicativo das suas razões. Os taxistas querem que a Uber deixe de actuar em Portugal. No final do encontro, Florêncio Almeida mostrou-se então satisfeito, referindo que Paula Teixeira da Cruz lhes assegurou que iria discutir com o ministro da Economia uma solução e que terá uma resposta “nos próximos dias”.

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