A ANTRAM classifica o novo imposto sobre a circulação de veículos pesados proposto pelo governo francês como um “ultraje ao transporte internacional”.

Em comunicado, a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias sustenta que a anunciada iniciativa gaulesa “é inaceitável, configurando-se como mais um obstáculo ao princípio da liberdade de circulação no seio da União Europeia”.

A associação precisa que o novo imposto, que “procura assumir-se como uma alternativa à ecotaxa francesa, cuja aplicação foi […] abandonada pelo governo francês, representa um entrave adicional ao desenvolvimento do transporte internacional, estando em sintonia com a recente politica proteccionista francesa relativamente ao seu mercado”.

A ANTRAM adianta que “já contactou as suas congéneres francesas, de forma a obter mais informações sobre este imposto e sobre a posição que estão, actualmente, a equacionar tomar, para que possa intervir em consonância”, e
aguarda respostas.

Em entrevista ao “Les Echos”, a ministra francesa dos Transportes, Elisabeth Borne, informou que o Executivo de Paris espera arrecadar 550 milhões de euros por ano com a nova medida.

A ministra reafirmou que a circulação de camiões que transitam em território francês deve contribuir para o financiamento de infra-estruturas.

 

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